sábado, 13 de outubro de 2007

Quem quer ser súdito de Alonso?

Esse período entre o GP da China e do Brasil lembra aqueles momentos que antecedem uma grande tempestade, onde aparentemente tudo está calmo. Mas claro que os nervos estão borbulhando, principalmente na Mclaren, onde a disputa se estendeu mais do que a maioria dentro da equipe gostaria. Teria sido um alívio a todos se Hamilton tivesse sido campeão uma semana atrás.

Para nós, torcedores, o GP do Brasil se tornou o mais aguardado dos últimos anos, na verdade desde 1998 não me lembro de uma decisão que despertasse tanta expectativa. Tanto pela briga na pista como pelo resultado final, já que Hamilton pode fazer história ao torna-se o primeiro estreante a ganhar o título na Fórmula 1.

Sobre os assuntos da semana existe um lance que está me incomodando um pouco.
Parece claro para todos os jornalistas que Fernando Alonso vai sair da Mclaren ano que vem. Eu pessoalmente ainda tenho minhas dúvidas, mas vamos então concordar com a opinião geral e analisar situação. Alonso quer sair de qualquer jeito da equipe inglesa e a Renault supostamente abriu todo o plano de 2008 para tentar seduzir o espanhol e convencê-lo a mudar para sua equipe. Até aí tudo bem. Todos da imprensa brasileira falam que o maior prejudicado seria Nelsinho Piquet, que teria que procurar outra equipe para estrear em 2008. Mas e Heikki Kovalainen? O estreante finlandês que começou o ano estabanado para chegar em segundo no Japão e que igual a Alonso anda sempre à frente de Fisichella, piloto que um dia bateu Felipe Massa. Pode ser uma das grandes promessas para o futuro. Mas com a chegada de Alonso totalmente blindado dentro da equipe, provavelmente Kovalainen vai ficar em segundo plano na equipe francesa. Um crime. Imaginem se em 2007 Lewis Hamilton tivesse ficado relegado à escudeiro do espanhol na Mclaren.

Não acho que hoje exista muito espaço para que Alonso seja um piloto onde uma equipe faça tudo girando em torno dele. Assim como foi a Ferrari com Michael Schumacher. Mas o alemão se mudou para a Ferrari, ficou 4 anos até conseguir o primeiro título. Transformou a Ferrari. O time que ainda estava nos anos 80 voou direto para 2000 com o alento que Schumacher trouxe para a equipe. Nada mais justo que lá ele mandasse em tudo.
Alonso cairia bem em uma Willams, que não ve título desde 97 ou na Toyota que nunca viu um.
Vamos torcer para que os responsáveis das equipes sejam coerentes com essa situação toda e cuidem para não queimar nenhum desses novos talentos obrigando-os a correr à sombra do espanhol.
Se Alonso quer ser rei, então que construa seu próprio castelo, exatamente como fez Schumacher.

2 comentários:

Aline disse...

Durante muito tempo eu não tirava isso da cabeça! Eu dizia que ele tinha que fazer a la schumacher, pegar uma equipe, hmmm, carente, e ajudar a reerguê-la. O que freiou meu entusiasmo foi ver que ele pode se dispor a fazer o contrário caso as coisas não saiam conforme o planejado: ele pode ajudar a enterrá-la.

ron groo disse...

Ele será coroado D. Alonso I quando voltar a Renault. Unico lugar onde pode ser... O trono da Mclaren já tem seu rei... E na Ferrari... Bem, Italianos, Vendetta... vai saber!